BEM VINDOS

 

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação."

Chico Xavier - Emmanuel

     QUEM SOMOS

 

A Casa de Estudos Maria de Nazaré, constituído em 23 de novembro de 2011, também designado pela sigla CEMN, é uma entidade sem fins lucrativos, sem distinção de sexo, crença, raça ou categoria social, tem como finalidade contribuir na medida de suas possibilidades para a melhoria de vida de seus participantes despertando a fé.

O objetivo da CEMN, é esclarecer, orientar, consolar e soerguer a todos que a procurem em busca de socorro, através do ensino, da divulgação e da prática da Doutrina Espírita que serão realizadas através de sessões Públicas, para estudo da Doutrina Espírita codificada porAllan Kardec  franqueada ao público, sessões Privativas, para obtenção de comunicações dos espíritos visando, principalmente, à instrução moral e doutrinária dos médius.A Casa de estudos mantem ainda, para a divulgação da Doutrina e instrução de seus frequentadores, uma biblioteca circulante composta, sobretudo em obras da codificação e outras obras espíritas e de educação moral.

Este Site não visa fins lucrativos.Só estamos interessados em divulgar a Doutrina Espírita. Caso alguém se sinta prejudicado pelo uso de alguma imagem ou texto aqui publicado, por favor entre em contato pelo email  cemn_espirita@ig.com.br .

OBRIGADO E QUE A PAZ ESTEJA EM VOSSO CORAÇÃO.

 

SER CARIDOSO

 

Pode-se ser caridoso (...): para vós, espíritas, em vossa maneira de agir para com aqueles que não pensam como vós; em conduzindo os menos esclarecidos a crerem, e isso sem os chocar, sem contradizer suas convicções, mas os conduzindo muito suavemente às nossas reuniões, onde poderão nos ouvir, e onde saberemos encontrar a brecha do coração por onde devemos penetrar. Eis um aspecto da caridade.”

(Cáritas - O ESE – Cap.XIII – it 14)

 

"Rezar não é pensar muito, mas amar muito."

 

“A sementeira é grande e os trabalhadores são poucos.”

Vivemos os tempos da renovação fundamental.

Atravessamos, portanto, em serviço, o limiar da Era do Espírito.

Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.

Há mobilização de todos.

Cada qual poder servir a seu modo.

 

PRECE DE FORTALECIMENTO

Senhor, conduz meus passos na estrada do bem, fortalece meus pensamentos, inspira meu espírito para que as palavras saídas de mim, sejam tijolos na construção da casa onde se abriga a tua luz...
Pai de infinito amor, abençoa o esforço dos espíritos sofredores que caminham para a melhora, que caminham para a perfeição...
Benditas sejam as dores, que nos mostram a necessidade de mudança na sintonia dos nossos pensamentos, que os nossos sentimentos vibrem a cada dia para mais alto e estejamos assim preparados para o ingresso nacaminhada que conduz à luz divina,

Que assim seja!

"Possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea."

Allan Kardec

Causa e Efeito 

O novo filme espírita nos cinemas

 

Este é o novo filme espírita que está sendo lançado no circuito nacional de cinema e que deve ser prestigiado por todos nós. Produzido por André Marouço, é coisa boa, amigos.
- Paulo é um ex-policial que perdeu a esposa e o filho em um acidente de carro causado por um motorista alcoolizado. Agora, Paulo é um matador de aluguel em busca de justiça.

Porém, quando recebe a proposta para matar uma garota de programa, importantes mudanças acontecem em sua vida. 
- Elenco: Matheus Prestes, Naruna Costa, Maurycio Madruga, Luiz Serra, Henrique Lisboa, Haroldo Serra, Felipe de Mônaco, Maritta Cury, Henri Pagnoncelli, Rosi Campos
DIREÇÃO E ROTEIRO - André Marouço
PRODUÇÃO: André Marouço e Pollyana Pinheiro.

O Anjo, filme completo

O longa-metragem foi produzido por um grupo de artistas espíritas voluntários de Blumenau, com o propósito de levar uma mensagem de paz, conforto e esperança para as mães que estão sofrendo com a perda de um filho, e pessoas que perderam entes queridos.

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Como ocorre a morte....

Este é um curta metragem espírita baseado no livro Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz, editora FEB, que narra o processo de desencarnação de Dimas.
 

A Vida é uma Consequência de nossas Escolhas

A natureza é repleta de ciclos que se renovam constantemente. Desde as menores partículas da célula ou do átomo, tudo se transforma, pois nada é imutável no universo.
A vida inteligente, em qualquer lugar do cosmos, segue o seu ritmo natural em que cada nova fase do ciclo vital é uma consequência das fases anteriores, ou seja, o reflexo de nossas escolhas através do livre arbítrio.
Contudo, nunca é tarde para que iniciemos a nossa "revolução da consciência", porque o pouco que fizermos no momento vital, repercutirá positivamente no futuro. É um processo que exige perseverança e fé no potencial transformador que existe em cada um de nós.
 
QUAIS ESTÃO SENDO NOSSAS ESCOLHAS?
 
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PERGUNTA E RESPOSTAS

 

ORIGEM - EVOLUÇÃO - HUMANIZAÇÃO

"Na opinião de alguns filósofos espiritualistas, o princípio inteligente, distinto do princípio material,se individualiza e elabora, passando pelos diversos graus de animalidade. É aí que a alma se ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, suas primeiras faculdades.

Esse seria para ela, por assimdizer, o período de incubação. Chegada ao grau de desenvolvimento que este estado comporta, ela recebe as faculdades especiais que constituem a alma humana.  Haveria assim filiação espiritual do animal para o homem, como há filiação corporal.Esse sistema, fundado na grande lei de unidade que preside a criação, corresponde, forçoso é convir, à justiça e à bondade do Criador; dá uma saída, uma finalidade, um destino aos animais, que deixam então deformar uma categoria de seres deserdados, para terem, no futuro que lhes está reservado, uma compensação a seus sofrimentos.

A Gênese - Allan Kardec

(Cap. XI-item 23)

A CÉLULA PRIMITIVA

Supondo que a alma se tenha individualizado lentamente por um processo de elaboração das formas inferiores da natureza, a fim de atingir gradativamente a humanidade, quem não se sentirá maravilhado de tão grandiosa ascensão?

Através de mil modelos inferiores, nos labirintos de uma escalada ininterrupta; através das mais bizarras formas; sob a pressão dos instintos e a sevícia de forças inverossímeis, a cega psique vai tendendo para a luz, para a consciência esclarecida, para a liberdade.

A Evolução Anímica - Gabriel Delanne

(cap. II - Pag. 75)

Os DEGRAUS DA VIDA

Evolução no tempo É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser viaja no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada do plano superior, tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação em que mecaniza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva imunológica, construindo o centro coronário, no próprio cérebro, através da reflexão automática de sensações e impressões, em milhões e milhões de anos, pelo qual, com o auxílio das potências sublimes que lhe orientam a marcha, configura os demais centros energéticos do mundo íntimo, fixando-osna tessitura da própria alma.

Evolução em dois Mundos - André Luiz

(cap. 111-pág. 35

O INSTINTO

Com qual objetivo Deus deu a todos os seres vivos o instinto de conservação?

- Porque todos devem concorrer para os objetivos da providência. É por isso que Deus lhes deu a necessidade de viver. Aliás a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres, e eles o sentem instintivamente sem se aperceberem.

= O Livro dos Espíritos - Allan Kardec =

(pergunta 703)

A MEMÓRIA

Como é que os Espíritos têm conhecimento do passado? Esse conhecimento lhes é limitado?

O passado, quando nos ocupamos dele , é presente; precisamente como te recordas de uma coisa que te impressionou durante o teu exílio. Entretanto, como não temos mais o véu material que obscurece a tua inteligência, lembramo-nos de coisas que se apagam para a tua memória, mas os Espíritos não conhecem tudo, a começar pela sua criação.

O Livro dos Espíritos - Allan Kardec

(pergunta 242)

A HUMANIZAÇÃO

"Aos que desejarem religiosamente conhecer e se mostrarem humildes perante Deus, direi, rogandolhes, todavia, que nenhum sistema prematuro baseiem nas minhas palavras, o seguinte: o Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, simultaneamente com o livre-arbílrio e a consciência, a noção dos seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra de sua individualização.

Unicamente a datar do dia em que o Senhor lhe imprime na fronte o seu tipo augusto, o Espírito toma lugar no seio das humanidades."

A Gênese - Allan Kardec

(cap. VI - item 19)

O LIVRE-ARBÍTRIO

O homem tem o livre-arbítrio dos seus atos?

Visto que ele tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem livre-arbítrio o homem seria uma maquinei.

= O Livro dos Espíritos - Allan Kardec =

(pergunta 843)

PENSAMENTO. AGENTE MODELADOR

"Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases, ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis."

A Gênese - Allan Kardec

(cap. XIV - item 14

A LEI CÁRMICA

Uni-me à dor de Iodos os meus irmãos, e entretanto sorrio e sinto-me contente porque vejo que a liberdade existe. Sabei, ó vós que sofreis; mostro-vos a verdade; tudo o que somos é o resultado do que fomos no passado. Tudo é fundado sobre os nossos pensamentos. Se as palavras e as ações de um homem obedecem a um pensamento puro, a liberdade o segue como uma sombra. O ódio jamais foi apaziguado pelo ódio, pois não é vencido senão pelo amor. Assim como a chuva passa através de uma casa mal coberta, assim a paixão atravessa um Espírito pouco refletido. Pela reflexão, moderação e domínio de si próprio, o homem transforma-se numa rocha que nenhuma tempestade pode abalar. O homem colhe aquilo que semeou. Eis a doutrina do carma.

Dhammapa – Buda

A REENCARNAÇÃO

Da mesma maneira que o homem, deixando de lado suas roupas velhas, veste outras novas, também o Espírito, depois de abandonar os corpos gastos, se reveste de outros corpos novos.

Bhagavad Cita - canto II - estrofe 22

O PERISPÍRITO ASPECTOS GERAIS

"Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Deus lhe fornece os materiais; cabe-lhe a ele empregá-los. "

A Gênese - Allan Kardec

(Cap. XI - item 11)

Do livro O Perispírito e suas Modelações (Luiz Gonzaga Pinheiro)

Transplantes de órgãos e suas repercussões espirituais.

 

O ser humano é um espírito encarnado que se manifesta na Terra basicamente com dois envoltórios: o corpo físico, que é material grosseiro e pesado, e o perispírito, um corpo sutil e semi-material que une o espírito à matéria do corpo. O perispírito é também um campo morfogenético sensível aos nossos pensamentos, estrutura de conteúdo informacional, que subsiste além do sepulcro e altera-se de acordo com o padrão do seu campo interno. Impele suas energias pelo corpo físico, preenchendo-o, confundindo-se e ligando-se a ele, átomo a átomo, molécula a molécula.

A morte representa a destruição do corpo físico e não do perispírito, que só o deixa quando não existe vida orgânica. O conhecimento dessas propriedades nos levam a compreender e aceitar uma possível repercussão perispiritual da doação de órgãos. Segundo relatos psicográficos de alguns doadores, as sensações são confirmadas, porém amenizadas e transformadas em bênçãos para o doador.

Sabe-se pela doutrina dos espíritos que, no instante da morte, o desligamento do perispírito ocorre gradualmente. Para alguns é muito rápido e o momento da morte é aquele do desligamento. Para outros, sobretudo aqueles cuja vida foi toda material e sensual, o processo é mais lento, levando alguns dias, semanas e até meses. Essa ocorrência não implica existir no corpo a menor vitalidade e possibilidade de retorno à vida. Quanto maior a identificação do espírito com a matéria, maior o sofrimento para a separação. A atividade moral e intelectual e a elevação dos pensamentos acionam o início da libertação, mesmo durante a vida do corpo. Esses são os resultados de observações realizadas no momento da morte (O Livro dos Espíritos, 155).

 

(Do livro “Plantão De Respostas “ – Francisco Cândido Xavier, Pinga Fogo)

 

 

Pergunta: O que a Doutrina Espírita pode falar a respeito de doação de órgãos,  sabendo-se que o desligamento total do espírito pode às vezes ocorrer em até 24  horas e que, para a medicina, o tempo é muito importante para a eficácia dos  transplantes? O Espiritismo é contra ou a favor dos transplantes?


Emmanuel -  O beneficio daqueles que necessitam consiste numa das maiores  recompensas para o espírito. Desse modo, a Doutrina Espírita vê com bons olhos a  doação de órgãos.

Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo não se tenha completado, a  Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos  aos doadores. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque  beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os  conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados.

 

Coma

 

Pergunta: O que se passa com os espíritos encarnados cujos corpos ficam meses, e  até mesmo anos, em estado vegetativo (coma)?

Emmanuel - Seu estado será de acordo com sua situação mental. Há casos em que o  espírito permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que  permita receber auxílio dos Benfeitores espirituais. São Pessoas, em geral, muito  apegadas à vida material e que não se conformam com a situação.

Em outros casos, os espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico,  por intermédio do perispírito, dispõem de uma relativa liberdade. Em muitas  ocasiões, pessoas saídas do coma descrevem as paisagens e os contatos com seres  que os precederam na passagem para a Vida Espiritual. É comum que após essas  experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, reavaliando seus valores íntimos.

Em qualquer das circunstâncias, o Plano Espiritual sempre estende seus esforços  na tentativa de auxílio. Daí a importância da prece, do equilíbrio, da palavra  amiga e fraterna, da transmissão de paz, das conversações edificantes para que  haja maiores condições ao trabalho do Bem que se direciona, nessas horas, tanto  ao enfermo como aos encarnados (familiares e médicos).

 

Eutanásia

 

Pergunta: Qual postura se deve ter perante a eutanásia? Estando o corpo físico  sendo mantido por instrumentos, o espírito continua ligado a ele ou não?


Emmanuel -  Os profissionais e responsáveis por pacientes que consentem com a  prática da eutanásia, imbuída de idéias materialistas, desconhecem a realidade  maior quanto à imortalidade do espírito. A morte voluntária é entendida como o  fim de todos os sofrimentos, mas trata-se de considerável engano. A fuga de uma  situação difícil, como a enfermidade, não resolverá as causas profundas que a  produziram, já que estas se encontram em nossa consciência.

É necessário confiar, antes de tudo, na Providência Divina, já que tais situações  consistem em valiosas lições em processos de depuração do espírito. Os momentos  difíceis serão seguidos, mais tarde, por momentos felizes. Deve-se lembrar também  que a ciência médica avança todos os dias e que males, antes incuráveis, hoje  recebem tratamento adequado, além disso, em mais de uma ocasião já se verificaram  casos de cura em pacientes desenganados pelos médicos.

Quanto à outra questão, respondemos que sim, os aparelhos conseguem fazer com que  o espírito permaneça ligado a seu corpo por meio de laços do perispírito. Isso  ocorre porque eles conseguem superar, até certo ponto, as descompensações e  desarmonias no fluxo vital do organismo causado pela enfermidade.

 

Genética

 

Pergunta: A Ciência se aperfeiçoa e caminha para resolver todos os problemas  genéticos, ou seja, não mais nascerão crianças defeituosas. Pode-se concluir que  os espíritos necessitados não mais terão oportunidade de reencarnar com provas  difíceis para cumprir?

Emmanuel - Mesmo com o aperfeiçoamento da Ciência para resolver problemas  genéticos, o espírito comprometeu-se em existências anteriores cometendo delitos  que justificam, hoje, o seu nascimento com defeitos físicos e, por isso,  continuará tendo provações difíceis objetivando a evolução.

A Ciência humana nunca poderá superar as Leis Divinas, que são físicas e morais,  sendo que as provações não são somente de ordem física, mas também moral.

 

Controle da Natalidade

 

Pergunta: Qual é a posição do Espiritismo quanto ao uso de anticoncepcionais à  esterilização?

Emmanuel - Tendo firmes nossos valores morais, nosso discernimento determinará o  número de filhos que possamos criar com alegria, dentro dos padrões de correção e  bons sentimentos.

Há clara diferença entre impedir a vinda de almas através do aborto, por egoísmo  e desejo de sensualidade desequilibrada, e optar por um planejamento consciente,  que cabe ao casal decidir.

A Doutrina deixa nossas consciências livres para tal gesto.

 

Bebês de Proveta - Inseminação Artificial

 

Pergunta: Como a Doutrina Espírita vê a situação dos bebês de proveta, isso é  certo ou errado?

Emmanuel - A Espiritualidade inspira e acompanha os progressos da ciência e os  pesquisadores não conseguem realizar o que não tem apoio nos laboratórios do  Infinito.


Dentro da correta orientação médica, esse tipo de concepção pode ser tratado, não  nos esquecendo de que muitas crianças sem lar anseiam por nosso afeto, em caso de  impedimento físico para gerar um corpo.

 

Determinação de Sexo

 

Pergunta: Como devemos encarar a possibilidade de a ciência humana patrocinar a  determinação de sexo no início da gestação?

André Luiz - Compreendendo-se que nos vertebrados o desenho gonadal se reveste de  potencialidades bissexuais no começo da formação, é claramente possível a  intervenção da ciência terrestre na determinação do sexo, na primeira fase da  vida embrionária; contudo, importa considerar que semelhante ingerência na esfera  dos destinos humanos traria conseqüências imprevisíveis à organização moral,  entre as criaturas, porque essa atuação indébita se verificaria apenas no campo  morfológico, impondo talvez inversões desnecessárias e imprimindo graves  complicações ao foro íntimo de quantos fossem submetidos a tais processos de  experimentação, positivamente contrários à inteligência que reflete a Sabedoria  de Deus.

 

Homeopatia

 

Pergunta: É verdade que a homeopatia age no perispírito?

Emmanuel - O medicamento homeopático atua energeticamente e não quimicamente, ou  seja, sua ação terapêutica vai se dar no plano dinâmico ou energético do corpo  humano, que se localiza no perispírito.


A medicação estimula energeticamente o perispírito, que por ressonância  vibratória equilibra as disfunções existentes, isto é, o remédio exerce dias  funções enquanto atua. Por isso a homeopatia além de tratar doenças físicas, atua  também no tratamento dos desequilíbrios emocionais e mentais, promovendo, então,  o reequilíbrio físico-espiritual.

 

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O que é Espírito?

O Espírito é o princípio inteligente da Criação. São criados todos da mesma forma, simples e ignorantes, sujeitos à Lei da Evolução. Progridem em tempo que varia conforme as condições e necessidades de cada um, dentro de uma trajetória que vai das sensações à angelitude, passando pelos caminhos do instinto, inteligência e razão. Através de milhares de encarnações no plano físico, a evolução do Espírito se consolida no campo da sabedoria e da moralidade. Nos estágios inferiores, são conhecidos como demônios ou diabos. No estágio de pureza, que adquirem depois de inúmeras reencarnações, são os anjos, os arcanjos e os serafins.

 

O que é perispírito?

É o corpo astral do Espírito, para usarmos uma linguagem mais popular. É o elo que liga o Espírito (ser abstrato) à matéria. Deriva do fluido universal e sua textura varia de acordo com o ambiente do planeta onde o Espírito habita. É o intermediário entre o corpo e o Espírito. Morfologicamente seria como uma cópia do corpo físico, só que menos denso, pois feito de uma matéria diferente, imponderável e imperceptível aos nossos sentidos físicos normais. O apóstolo Paulo chamou-o "corpo espiritual". Quanto mais evoluído for o Espírito, mais etéreo será o corpo espiritual.

 

Podemos nos comunicar com outros Espíritos?

Sim. Todos somos Espíritos vivendo em planos diferentes da vida e estamos mergulhados na atmosfera fluídica que nos rodeia e serve de elemento de contato. Portanto, podemos nos comunicar com o mundo espiritual frequentemente, seja através da mediunidade ostensiva consciente, dos fenômenos inconscientes, das preces ou intuições que recebemos constantemente do mundo espiritual.

 

Podemos ser influenciados pelos Espíritos?

Sim, podemos. A Doutrina Espírita nos instrui que somos guiados pelos Espíritos muito mais do que podemos supor. Uns nos inspiram a seguir o caminho do Bem e das boas realizações. Outros, nos influenciam sugestionando-nos para o mal. Pela nossa vontade e livre arbítrio podemos resistir ou ceder a essas influências. Entendendo a dinâmica da relação entre os fluidos espirituais e nosso corpo espiritual, podemos compreender como se dá essa influenciação.

 

Há inferno, céu e purgatório?

O céu ou o inferno, como lugar circunscrito, não existe. Allan Kardec, em "O Céu e o Inferno", nos diz que o céu, o purgatório e o inferno são estados de consciências e não um lugar físico. Evidente que através das afinidades de pensamentos, os Espíritos agrupam-se em determinadas regiões do mundo astral, dando origem a ambientes agradáveis, de sofrimento ou conturbados, que caracterizaram e deram origem aos termos usados no catolicismo.

 

Como os Espíritos se locomovem?

Os Espíritos esclarecidos se locomovem através do pensamento. Movimentam-se mais ou menos rápido dependendo da evolução de cada um. Os Espíritos pouco adiantados se movem no mundo invisível, como o fazem os homens na Terra.

 

Os Espíritos podem nos visitar?

Frequentemente o fazem. Nunca estamos sozinhos. Os bons Espíritos procuram nos ajudar através da intuição, e os maus nos trazem influências que nos perturbam o equilíbrio (obsessões). O hábito da oração e vigilância constantes nos faz menos sujeitos às más influências.

 

Existe a incorporação de Espíritos?

No sentido semântico do termo não existe incorporação, pois nenhum Espírito conseguiria tomar o corpo de outra pessoa, assumindo o lugar da sua Alma. O que ocorre é que o médium e o Espírito se comunicam de perispírito a perispírito, ou seja mente a mente, dando a impressão de que o médium está incorporado. Na mediunidade equilibrada, o médium tem um maior controle de sua faculdade e o fenômeno mediúnico acontece mais a nível mental. Nos processos obsessivos graves (doenças mórbidas causadas por Espíritos inferiores), onde a mediunidade está perturbada, podem ocorrer crises nervosas. Observadores de pouco conhecimento podem achar que um Espírito mau apoderou-se do corpo do enfermo. Foi esse fenômeno que deu origem às práticas de exorcismo.

 

Existem almas gêmeas?

Não existem almas gêmeas no sentido que normalmente se dá a esse termo. Não há um homem criado especialmente para uma mulher ou vice-versa. Essa ideia, usada para justificar paixões transitórias, é puramente humana e nada tem a ver com as informações dadas pelos Espíritos superiores que revelaram a Doutrina Espírita. O objetivo de todos os Espíritos é atingir a perfeição e nesse estado todos se reconhecerão como verdadeiros irmãos.

 

O que acontece com o nosso Espírito quando morremos?

Continuamos com nossa individualidade, isto é, teremos os mesmos conhecimentos, qualidades e defeitos que tivemos em vida. A morte não nos livra das imperfeições. Seguiremos pensando da mesma forma. Nosso Espírito será atraído vibratoriamente para regiões astrais com que se afiniza moralmente. Se formos excessivamente apegados à vida material, ficaremos presos ao mundo terreno, acreditando que ainda estamos fazendo parte dele. Essa situação perdurará por certo tempo, até que ocorra naturalmente um descondicionamento psíquico. A partir desse ponto, o Espírito será conduzido às colônias espirituais, onde receberá instrução para mais tarde retornar à carne.

 

O Aborto é crime perante Deus?

Toda ação que contrarie as leis naturais de Deus são consideradas infrações. Neste caso o erro consiste em interromper o reencarne de um Espírito, tirando-lhe, portanto, a oportunidade de crescimento. Segundo o Espírito de Verdade, somente é permitido o aborto em caso de risco de vida para a mãe. As histórias existentes de que os abortados transformam-se em tenazes obsessores de quem o abortou deve ser observada com desconfiança, pois não é isso o que nos instrui o Livro dos Espíritos. O exagero com que certos livros e mensagens encaram o problema, tratando quem pratica o aborto como assassinos, traz graves consequências para essas criaturas que se veem atormentadas com a possibilidade de sofrerem penas cruéis nesta ou em outras vidas. Não há erros irreparáveis. O aborto é falta grave como qualquer uma outra que desrespeite a lei do amor ao seu semelhante. Sua gravidade será diretamente proporcional ao grau de instrução espiritual dos envolvidos e das circunstâncias que cercaram o fato.

 

O que é o Passe?

É a transferência de fluidos de uma pessoa a outra, através da prece e imposição de mãos, procedimento largamente usado nos centros espíritas. As energias são oriundas dos fluidos humanos (do passista) e fluidos espirituais (dos Espíritos que trabalham com a equipe de médiuns). Existem três tipos de magnetismo: o humano, o espiritual e o misto. O tipo de magnetismo utilizado nas casas espíritas é o misto, pois à ação dos encarnados soma-se a ajuda benéfica dos Espíritos que trabalham na área, qualificando, direcionando e potencializando os fluidos.

 

Que são fluidos?

Os fluidos são o veículo do pensamento dos Espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados. Todos estamos mergulhados no fluido cósmico universal, substância básica da Criação, que varia da imponderabilidade até a ponderabilidade. Os fluidos espirituais estão impregnados dos pensamentos dos Espíritos, portanto varia de qualidade ao infinito. A atmosfera fluídica é formada pela qualidade dos pensamentos nela predominantes.

 

O que é água fluidificada?

É a água magnetizada por fluidos espirituais e humanos, realizada com as preces e imposição das mãos.

 

O que acontece quando uma pessoa comete o suicídio?

Os suicidas são criaturas em débito com a lei de Deus, assim como todos os que a infringem de uma forma ou de outra. Claro que trata-se de grave delito e o Espírito sofrerá as penas dessa infração. Sofrerá as consequências de seus atos, que depende muito das circunstâncias que envolveram a situação em si. Cada caso é um caso, pois trata-se de individualidades, e não se deve generalizar como se todos os suicidas tivessem o mesmo destino, em termos da vida espiritual. As experiências de um Espírito nesse campo pode ser completamente diferente de outro. As leis de Deus são justas e sua justiça levará em conta os atenuantes e agravantes de cada caso. Evidentemente que todos experimentam muito sofrimento quando entendem a gravidade do ato que praticaram. Muitos permanecem presos a regiões astrais onde estão outros irmãos com igualdade de pensamento, obedecendo a lei das afinidades. O tempo que permanecem no sofrimento depende da consciência e da condição evolutiva do Espírito.

 

Por que existem tantas injustiças sociais na Terra?

Segundo Allan Kardec, através das instruções dos Espíritos Superiores, a Terra é um planeta atrasado, de provas e expiações. Portanto, morada de Espíritos imperfeitos que necessitam de ajustes decorrentes de sua própria condição espiritual. Não se mandam pessoas sãs aos hospitais e a Terra é um grande hospital, onde habitam criaturas enfermas da alma para sua depuração através de suas experiências na matéria. As injustiças sociais são conseqüências do egoísmo e orgulho do homem atrasado. Com a evolução social e moral da humanidade, o homem aperfeiçoará suas leis e viverá numa sociedade mais justa e fraterna.

 

Por que sentimos antipatias ou simpatias por algumas pessoas que nem conhecemos?

Tudo se fundamenta na lei das afinidades fluídicas. Os pensamentos que emitimos impregnam o ambiente onde estamos e atrai outros que pensam da mesma forma, assim como funciona como força de repulsão para quem tem pensamentos contrários. Nem sempre as antipatias gratuitas são resultados do passado, como se costuma acreditar. Portanto somos atraídos para os que nos são simpáticos e nos afastamos de quem não temos afinidades. Chegará um dia em que toda a humanidade estará reunida em um único campo energético de amor e paz, e aí não haverá mais sofrimentos, nem dores.

 

Existem milagres?

O milagre é fenômeno que não se consegue explicação racional e nos parece sobrenatural. Na verdade é apenas a manifestação intencional (provocada por agentes conscientes) ou espontâneas (causadas por agentes inconscientes) de determinadas leis da natureza, ainda desconhecidas pelo homem. Deus criou leis perfeitas e imutáveis. Se o milagre existisse seria uma transgressão a estas leis. O que existe é a ignorância dos princípios que regem as leis de Deus. O que pode parecer milagre para uns, é perfeitamente explicável para outros. Por exemplo um índio selvagem que visse um eclipse do sol, acharia aquilo um milagre, mas estudando astronomia, percebe que um astro se sobrepõe a outro com um fenômeno natural. A ciência ajuda na desmistificação dos milagres. Chegará o dia em que em todos conhecerão as leis que regem os fluidos, a mediunidade, a influência do mundo espiritual sobre o mundo físico, a ação dos Espíritos sobre a matéria etc.

 

O que é a Reencarnação? Para que serve?

Reencarnar é voltar a viver num novo corpo físico. É uma nova oportunidade de aprendizado, como prova do amor de Deus para seus filhos. Só através da reencarnação se prova a justiça e a bondade de Deus, pois é a única explicação racional para as desigualdades sociais existentes no mundo. Como explicar o fato de crianças que morrem em tenra idade, enquanto outras criaturas vivem quase 100 anos? Como explicar os que nascem com saúde perfeita, enquanto outros nascem com deficiências físicas grosseiras? Somente a reencarnação nos dá a chave desse "mistério". Com as múltiplas experiências na carne, temos a chance de adquirir e aprimorar conhecimentos que ainda nos faltam nos campos do intelecto e da moral. Além de reatar as amizades com nossos inimigos e reparar erros do passado. Quando estivermos evoluídos moral e intelectualmente, não mais necessitaremos reencarnar.

 

Por que não nos lembramos das nossas vidas passadas?

O esquecimento temporário das vidas passadas é uma necessidade. Não devemos nos lembrar das vidas passadas enquanto estamos encarnados, e nisso está a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente. Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, irmãos, pais e amigos, que, presentemente, se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso a reencarnação é uma bênção de Deus para seus filhos. As lembranças de erros passados certamente trariam desequilíbrios de toda ordem, uma vez que estamos muito mais perto do ponto de partida do que do ponto de chegada, em termos de caminhada evolutiva. Depois de desencarnado, normalmente nos lembramos de parte desse passado, conforme o grau evolutivo em que nos situamos.

 

Qual o tempo que separa as encarnações?

Não há tempo definido, pois depende da necessidade do Espírito em depurar-se, expandindo seus conhecimentos intelectuais e morais, passando por provas e expiações. Quanto mais endividado com a Lei de Deus, menos tempo permanece o Espírito no mundo espiritual. Digamos que aqui seja o local onde se pagam as contas e se conseguem novas oportunidades de crédito. Se tem muitas dívidas e deseja novos créditos, ele vem mais frequentemente e em menor espaço de tempo, pois quer se ver livre dos débitos e abrir novas possibilidades para sua felicidade como filho do Altíssimo. Portanto, o tempo que separa as encarnações depende da condição evolutiva do Espírito.

 

O que é um médium?

Segundo Allan Kardec, médium é todo aquele que sente a presença ostensiva dos Espíritos, seria aquele que serviria de ponte entre o mundo visível e o invisível. A prática da mediunidade é o intercâmbio entre o mundo físico e o mundo espiritual. A faculdade mediúnica liga-se a uma disposição orgânica, porém o uso que se faz.

 

Todos somos médiuns?

Todos somos portadores da mediunidade natural que é o canal psíquico pelo qual recebemos as influências boas ou ruins que estimulam as experiências do Espírito na vida terrena. Porém, nem todos somos médiuns, conforme denominou Allan Kardec.

 

Isto pode acarretar algum problema para as pessoas?

Sim, pode. Desde perturbações leves, até obsessões graves, o que infelizmente não é pouco frequente, pela forma com que a mediunidade é tratada no Brasil. Todos somos suscetíveis às más influências devido às imperfeições próprias dos Espíritos que habitam os planetas de provas e expiações. Em muito maior escala são os médiuns que, se não cuidam do estudo e do preparo moral, funcionam como verdadeiras antenas e situam-se como focos frequentes de perturbações espirituais. Se os médiuns não tiverem os cuidados necessários com a sua edificação e se colocarem a serviço do intercâmbio sem o devido preparo, poderão cair presas de Espíritos pouco adiantados de que está cheia a atmosfera.

 

Como sabemos se somos médiuns? E se formos, o que devemos fazer?

Allan Kardec diz que todos somos mais ou menos médiuns, pois todos possuem a mediunidade natural, canal psíquico através do qual somos estimulados ao crescimento. Entretanto, médiuns propriamente ditos são aqueles que recebem manifestações ostensivas dos Espíritos. A única forma de sabermos se temos ou não mediunidade ostensiva é nos colocando como servidores sinceros da causa de Jesus. Ou seja, deveremos primeiro fazer parte da equipe de trabalhadores de uma casa espírita e lá, através dos estudos sérios e da disciplina interior, procurarmos entender antes as nuanças do contato com os Espíritos. Allan Kardec diz em O Livro dos Médiuns, que não se deve nunca iniciar um trabalho de intercâmbio espiritual sem estudar a mediunidade. Existem algumas pessoas que sentem influências dos Espíritos, em diversos graus de intensidade, e acham que, por isso, estão prontas para trabalhar nesse campo. Geralmente não aceitam a ideia de que precisam se instruir mais e mais. Vão às casas espíritas somente para trabalhar com mediunidade e se não a aceitam naquela, buscam outra, e assim permanecem por toda a vida.

Fonte: site www.espirito.org.br. (Respostas elaboradas pelo Grupo Espírita Bezerra de Menezes de São José do Rio Preto).

 

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Transição do Planeta
 


"Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra."

Mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes (espírito) transmitida por Divaldo Franco

( Los Angeles)

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PAI NOSSO - A PRECE

 

Ao proferir a prece ensinada por Jesus, síntese perfeita do que podemos louvar, pedir e agradecer a Deus, nós, Espíritos em desenvolvimento, caminhando da animalidade para a angelitude, precisamos atentar bem no significado de cada frase, visto que essa prece reflete, acima de tudo, um compromisso entre nós e Deus.

 

Sendo uma prece decorada, necessário é que estejamos bem conscientes das idéias nela contidas, no entendimento e na intenção de vivenciá-las, porque, toda vez que a proferimos, estamos reafirmando um compromisso de sentimentos, de atitudes e de comportamento com o Pai.

 

Reflitamos:

 

PAI NOSSO, QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.

 

O vocativo Pai nosso significa que compreendemos e aceitamos Deus como o Criador que continua envolvendo, sustentando, protegendo a sua criação: o Pai.

 

Nossa limitação intelectual e moral (segundo Emmanuel, estamos mais próximos da animalidade do que da angelitude) impede-nos de compreendê-lo em sua natureza e essência. Todavia, a sua obra aí está, mostrando-nos que antes e acima de tudo e de todos, existe "a inteligência suprema e a causa primária de todas as coisas". Esta compreensão nos leva a ver e a aceitar que somos todos iguais na origem e na destinação.

 

Ao pensarmos ou dizermos "Pai nosso", estamos reconhecendo que somos todos irmãos, criados da mesma maneira, tendo todos o mesmo potencial de inteligência e moralidade, a ser desenvolvido em longo processo evolutivo.

 

Estamos assumindo uma irmandade que deveria nos levar à solidariedade, à fraternidade, ao amor ao próximo.

 

Naquele que existe a intenção e o esforço do desenvolvimento desses sentimentos, essas duas palavras tornam-se um estímulo a essa luta interna de ver e sentir no outro, em qualquer outro, um irmão merecedor da nossa compreensão, da nossa simpatia, da nossa afeição.

 

Paulo, em Atos dos apóstolos, 17:28 disse: "Em Deus nos movemos e existimos". Deus está,. pois em toda parte, mesmo nos lugares onde não é lembrado e suas leis não são reconhecidas, visto ser Ele que sustenta todos os universos.

 

Se n’Ele nos movemos e existimos, não há nada, nem ninguém, d’Ele distante. O que acontece é o homem não ter a percepção de sua presença, pelo não desenvolvimento, ainda, da sua sensibilidade espiritual.

 

Distantes ainda do desenvolvimento pleno, não conseguimos perceber Deus em nós e ao redor de nós. Mas Ele nos envolve, penetra-nos, constantemente. Cabe-nos, apenas, no desenvolvimento de nossa sensibilidade, no desenvolvimento do amor em nós, abrirmo-nos para essa percepção.

 

Ao dizermos "Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome", lembremo-nos das palavras de Paulo e entreguemo-nos às vibrações e ao amor de Deus. Deixemos que suas energias amorosas se movimentem dentro de nós, para que possamos nos perceber n’Ele, a fim de vivermos, conscientemente, com Ele.

 

VENHA A NÓS O VOSSO REINO

 

Os próprios discípulos próximos a Jesus não entenderam bem, de que reino ele falava e, talvez, nem hoje ainda, tenhamos dele a compreensão total.

 

Todavia, toda a mensagem de Jesus é direcionada para esse reino, que está em nós, sendo desenvolvido. E é a partir desse desenvolvimento no interior dos homens, que a Terra será um dia, um reino de Deus, onde todos gozarão da felicidade que advém do conhecimento da Verdade, no exercício pleno de sua inteligência, sensibilidade e moralidade, sem necessidade da dor, do sofrimento, colaborando com o Pai, na sua obra, como acontece nos mundos felizes.

 

Esta frase demonstra o nosso reconhecimento, na compreensão possível, a nossa aceitação desse reino e a nossa intenção de conquistá-lo no esforço da vivência dos ensinos e exemplos de Jesus, pois sabemos que esse reino não virá por milagre ou pela graça, mas sim pelo esforço persistente e operante dos homens no bem.

 

Estamos solicitando que essa aceitação nos leve a perceber o seu amparo em nossa auto-educação, no uso dos recursos internos e externos, segundo a moral ensinada e vivida por Jesus.

 

‘Que esse reino se concretize na Terra! Que as lutas, os sofrimentos, as dificuldades, o trabalho, a convivência, a inteligência, a ciência, a arte, a religião, a filosofia possam educar-nos e a humanidade, na conquista desse reino de amor e sabedoria, a fim de que a Terra se transforme, neste milênio, em um mundo melhor, mais justo e mais feliz.

 

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

 

Talvez seja esta frase a expressão maior da aceitação plena do compromisso que assumimos com Deus, nesta prece.

 

Com ela, nós nos comprometemos a aceitar, consciente e totalmente, a nossa condição de filhos de Deus e suas leis perfeitas, sábias e justas, que expressam a sua vontade em relação à Terra e a nós.

 

Comprometemo-nos, também a aceitar a nossa responsabilidade em nossa evolução e na do mundo em que vivemos.

 

Nesta frase, despimo-nos da nossa vaidade, da nossa arrogância, do nosso orgulho e egoísmo, que tanto nos tem atrasado no processo evolutivo e, nos posicionamos como filhos frágeis e rebeldes que somos ainda.

 

Nela estamos ou deveríamos estar, ser humildes. E nessa humildade, podemos perceber melhor a beleza da vida e a sabedoria de Deus, que nos criou, a todos, simples e ignorantes, com a determinação de sermos, no futuro, provavelmente distante, verdadeiramente sábios, conhecedores da Verdade, sabendo usá-la, vivê-la com inteligência e amor.

 

É esta certeza que nos leva a dizer: "Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no céu", conscientes de que a vontade de Deus em relação a nós, expressa em suas leis, é sempre a do Bem que beneficie a todos. Jamais, a vontade de Deus é o mal a quem quer que seja.

 

O PÃO NOSSO DE CADA DIA DAI-NOS HOJE

 

Reconhecemos nesta frase que de Deus vem tudo que existe e tudo que precisamos, pois ele é a origem de tudo.

 

Reconhecemos nela, nossas necessidades materiais que são percebidas primeiro, enquanto o homem caminha em sua fase primitiva, tendo de vencer apenas os obstáculos a sua sobrevivência e manutenção. Mais evoluído, passa a perceber também as necessidades espirituais, sociais e emocionais, que o leva à percepção dos valores morais e sua importância.

 

Daí as necessidades espirituais vão se tornando tão prementes quanto as materiais e o homem passa a dedicar sua inteligência para satisfazer a ambas. Quanto mais evolui, mais percebe que elas se relacionam e as maneiras de satisfazê-las também.

 

Pedimos, pois que nossas necessidades materiais e espirituais possam ser satisfeitas para que nosso desenvolvimento se faça com equilíbrio, segurança e prazer. Todavia, como somos o artífice do nosso desenvolvimento e da nossa felicidade, implícito está nela, que a Deus pedimos, principalmente, o alimento espiritual que nos auxilie no fortalecimento da nossa inteligência e sensibilidade.

 

Que "o pão nosso de cada dia" sintetize o pedido desse alimento espiritual divino, para que saibamos e possamos prover todas as nossas necessidades, através do esforço pessoal no trabalho, no convívio fraterno com todos, sentindo, pensando e fazendo, sempre somente o Bem.

 

PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS ASSIM COMO PERDOAMOS OS NOSSOS DEVEDORES

 

Talvez seja esta frase a mais difícil de ser dita, pela dificuldade que temos em desculpar, em perdoar.

 

Há espíritas que substituem o tempo do verbo: "Perdoai as nossas dívidasquando perdoarmos os nossos devedores, num reconhecimento honesto da dificuldade em perdoar.

 

Pensamos, todavia que Jesus, sabendo da nossa inferioridade espiritual, colocou o verbo no presente, justamente, para que ao repeti-la, nos conscientizemos da importância e da necessidade do perdão.

 

Assim, as pessoas que já reconhecem os valores espirituais como os mais necessários, nesta fase em que vive a humanidade, a serem desenvolvidos em nós e por nós, não podem protelar mais esse esforço em consegui-los.

 

Com o verbo no presente, esta frase deve nos intimar ao perdão, visto que, ao dizê-la, estamos reafirmando o compromisso de reconhecer e aceitar a lei do perdão como indispensável a nossa evolução. Sentir-nos-emos, então estimulados a continuar esse esforço de perdoar setenta vezes sete vezes, como disse Jesus, almejando que, um dia, não sentiremos mais essa necessidade por não mais sentirmo-nos ofendidos.

 

Enquanto não alcançarmos esse ideal, continuemos a repetir a frase de Jesus, conscientes de que estamos reafirmando o compromisso do esforço.

 

NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO. LIVRAI-NOS DO MAL

 

Reafirmamos a compreensão da nossa fraqueza no cumprimento das leis divinas e reconhecemos nossa inferioridade espiritual que nos leva a errarmos, a ceder às tentações.

 

Entendemos que somos tentados naquilo que temos ou somos, intimamente, razão pela qual acatamos os estímulos externos que nos impelem à valorização dos prazeres materiais acima dos espirituais, a colocarmos os nossos interesses acima dos interesses dos outros, levando-nos a infringir a lei do Amor.

 

Nesta frase, reconhecemos nossa fragilidade, nosso orgulho, nosso egoísmo. E pedimos, então o fortalecimento da nossa vontade em resistir ao que nos atrai, que possa trazer a nós e a outrem, dificuldade, dor, sofrimento.

 

Estamos pedindo energias amorosas para que possamos resistir ao mal que existe dentro de nós, criado e desenvolvido por nós, no decorrer do nosso processo evolutivo e do qual queremos nos libertar.

 

Pedimos ajuda espiritual porque sabemos que essa libertação só virá através do nosso esforço em resistirmos as nossas tentações, desenvolvendo o Bem que existe em nossa essência íntima do ser espiritual.

 

Assim, quando dizemos: "Não nos deixeis cair em tentações. Livrai-nos do mal", mais uma vez não estamos pedindo milagre, que não existe, mas auxílio em nossa luta interior, solitária, de eliminarmos o mal com o desenvolvimento do bem em nós e ao redor de nós.

 

ASSIM SEJA

 

Que tudo isso que almejamos, ideal a ser conquistado nos ensinos e exemplos de Jesus, possa estar sendo trabalhado dentro de nós, com o concurso do que temos hoje, inteligência e moralidade que conseguimos desenvolver e com o auxílio de Deus, através dos seus filhos, já evoluídos e que são seus mensageiros e colaboradores.

 

Que as bênçãos de Deus possam ser sentidas e percebidas por cada um de nós, a fim de que sejamos, continuamente, estimulados para o Bem.

 

Bibliografia:

 

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Cap. XXVIII - Preces Gerais

 

(Jornal Verdade e Luz Nº 183-184 de Maio de 2001)

Site: Portal do Espírito

Autor: Leda de Almeida Rezende Ebner